Quarta-feira, 02.06.10

"Lula me deve uma janta", diz Roberto Jefferson

A dias do marco de cinco anos da entrevista que provocou o maior escândalo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-deputado e


presidente do PTB, Roberto Jefferson, avalia que contribuiu para a alta popularidade do presidente ao afastar do Palácio dos Planalto os envolvidos no suposto esquema de compra de apoio no Congresso.

 

 

TV UOL

Em entrevista exibida na TV UOL, Jefferson disse ainda não guardar ressentimento após a turbulência política de 2005 causado pelo escândalo do mensalão, que derrubou a cúpula do PT, ministros do governo federal, dirigentes de estatais e empresas privadas e parlamentares, incluindo ele próprio. "Eu livrei o governo dele do José Dirceu, [Luiz] Gushiken, [José] Genoino, Marcos Valério, Delúbio [Soares]. Ele me deve uma janta. O governo dele cresceu a partir daí", afirmou, referindo-se ao ex-ministro da Casa Civil, ao ex-secretário de Comunicação, o ex-presidente do PT, o empresário que intermediava o esquema e o ex-tesoureiro petista.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/744397-lula-me-deve-uma-janta-diz-roberto-jefferson.shtml

publicado por Lord às 16:00 | link do post | comente
Domingo, 30.05.10

Mensalão - O chefe da quadrilha continua a se manifestar

Zé Dirceu, deputado cassado e réu no processo do MENSALÃO, continua a se manifestar sobre a política nacional, agora envereda pela economia.

 

Dirceu: 'Tucanos não têm autoridade para falar de juros'

 

ADRIANA FERNANDES - Agência Estado

 

Ao comentar as críticas do pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB) sobre o atraso na redução dos juros pelo Banco Central (BC) durante a crise mundial, o ex-ministro da Casa Civil e integrante da direção do PT José Dirceu disse que "os tucanos não têm autoridade para falar sobre juros". "O Gustavo Franco (presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso) manteve o País com câmbio fixo e com juros reais de 27,5% por três anos. Dobrou a dívida interna e vendeu 100 bilhões de reservas, patrimônio do País", afirmou o petista, ao participar da reunião da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

publicado por Lord às 18:58 | link do post | comente
Sábado, 22.05.10

Mensalão - Lula mentiu ao povo durante 5 anos ao admitir que foi avisado. Nos EUA já estaria preso.

A Folha de S. Paulo antecipou há uma semana o que Lula dirá à Justiça no depoimento sobre o escândalo do mensalão: ouviu o palavrão pela primeira vez em março de 2005, numa conversa com Roberto Jefferson. O presidente da República mentiu durante quase cinco anos, deveria ter acrescentado o jornal, que divulgou no início de junho de 2005 o encontro que Lula sempre negou ter existido.
E continua mentindo, informa a releitura da entrevista concedida à Folha por Jefferson, então deputado federal e presidente do PTB, que começou a escancarar o maior escândalo político-policial do Brasil republicano. A conversa no Palácio do Planalto não ocorreu em março, mas em janeiro. No gabinete presidencial, Lula ouviu a narrativa ─ testemunhada, segundo Jefferson, pelos ministros José Dirceu, Aldo Rebelo e Walfrido dos Mares Guia ─ em silêncio e aparentando perplexidade, declarou-se grato ao informante e prometeu providências imediatas.
Dez dias mais tarde, no depoimento à CPI que nasceu para investigar a roubalheira nos Correios mas acabou devassando o pai de todos os escândalos, Jefferson enriqueceu com detalhes hiperbólicos o encontro no Planalto. ”A reação do presidente foi a de quem levara uma facada nas costas”, comparou. “As lágrimas desceram dos olhos dele. Ele levantou e me deu um abraço”.
Em seguida, decidido a poupar Lula do tiroteio, o depoente concentrou-se no alvo preferencial. “Vi um homem de bem se sentir traído por um cordão de isolamento que havia em torno dele”, mirou no chefe da Casa Civil. “Aí descobri por que a gente era sempre barrado no Zé Dirceu. No Rasputin”. O discurso foi subindo de tom até desembocar na exortação famosa: “Saí daí, Zé! Rápido, sai daí rápido, Zé”.
Zé não demorou a ser despejado, mas as providências imediatas ficaram na promessa, confirma a reportagem da Folha que revelou as linhas gerais do depoimento ensaiado por Lula. ele dirá à Justiça que, depois de ouvir as denúncias feitas por Jefferson, escalou para investigá-las o ministro Aldo Rebelo e o deputado Arlindo Chinaglia, líder do governo na Câmara. A dupla de sherloques apresentou em poucos dias as conclusões do inquérito: não haviam localizado nenhuma evidência, nenhum indício, nenhuma pista.
Não enxergaram sequer vestígios da montanha de provas acumuladas nos meses seguintes. Em vez de dois detetives governistas, trataram do caso a imprensa, a polícia, o Ministério Público, a CPI dos Correios, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal. Passados quase cinco anos, o que se sabe é mais que suficiente para que os integrantes da organização criminosa sofisticada sofram o castigo merecidíssimo.
Mas Lula repete desde junho de 2005 que todos os bandidos de estimação são inocentes. Entre as inumeráveis mentiras que contou, só vai revogar a que ocultou o encontro com Jefferson. E decerto dirá, mais uma vez, que o mensalão não existiu. Se o Brasil fosse menos primitivo, o depoente seria preso por perjúrio, ocultação de provas e obstrução da Justiça.

Fonte: http://veja.abril.com.br

publicado por Lord às 23:07 | link do post | comente | ver comentários (7)

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